Nelo Linguanotto
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Desde tempos remotos, as especiarias inspiram o imaginário humano. Com sua miríade de cheiros, cores e sabores, com seus nomes que evocam lugares e costumes exóticos, com suas histórias de aventuras e riquezas, essas ervas, favas e grãos são também sério objeto de estudo para nomes como o do empresário paulista Nelusko Linguanotto Neto (ou Nelo), indiscutível conhecedor dos temperos e suas combinações, capazes de transformar o mais simples prato em fina iguaria.

Bisneto de italianos, já aos 14 anos, Nelo trabalhava na empresa alimentícia da família. Fundada pelo bisavô Vicenzo Linguanotto, em 1913, a Linguanotto se destacava por um produto inovador à época: o Feijolina, um feijão desidratado em pó para sopas e caldos. Mas as especiarias, que consagraram a marca no mercado, só entram em cena nos anos 50, sob o comando do pai de Nelo, que também inovou ao adotar embalagens de vidro e lançar o primeiro tempero completo brasileiro – o Tempero da Vovó. Anos mais tarde, em 1987, a Linguanotto surpreende outra vez com as misturas de especiarias, os desidratados e as embalagens dotadas de moedores. Em sua trajetória, Nelo conheceu plantações de especiarias em todo o mundo. Além de ampliarem seus conhecimentos técnicos, essas viagens também lhe despertaram o interesse pelos aspectos mais subjetivos da relação do homem com o uso e a descoberta das ervas e grãos aromáticos.

Ele cita o exemplo da noz-moscada: “Ela vem da Indonésia, de uma árvore que dá um fruto de casca amarela do tamanho de um limão. Quebrando-o, encontra-se uma polpa branca e uma semente coberta por filetes vermelhos. A semente, ainda coberta por uma grossa casca, é a noz, e os filetes vermelhos são o macis, um dos temperos mais valiosos do mundo. É intrigante pensar em como, algum dia, passou pela cabeça de alguém que aquilo servia para cozinhar”.

Atualmente, sócio-proprietário da Bombay Food Service Ltda., uma empresa voltada à distribuição de alimentos no segmento de food service, Nelo é casado há 26 anos com Gisele e tem um filho, Sthefano, de 18 anos. Formado em Engenharia Química e em Administração de Empresas, ele se diz cozinheiro amador, mas já editou um guia de especiarias pela revista Cláudia Cozinha, um livro pela Editora Três e vários artigos.

Para os culinaristas nos primeiros passos no mundo dos temperos, ele aconselha não juntar, de saída, várias ervas num mesmo prato. “No início, tem que provar uma especiaria de cada vez e conhecer seus efeitos”. Entre os seus temperos indispensáveis, ele destaca a noz-moscada, o alecrim, o tomilho e o louro. Mas também ressalta o curry, a segurelha e o zimbro, ainda pouco conhecidos no Brasil, como capazes de dar um toque diferenciado nos pratos para ocasiões especiais.

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